quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sugestões para elaboração de artigos científicos.

Sugestões para elaboração de artigos científicos.


TÍTULO CENTRALIZADO EM NEGRITO E LETRA 14

Nome completo do autor[1] - INSTITUIÇÃO
Maria Sílvia Bacila Winkeler[2] - UTFPR

Resumo

O resumo é escrito em letra 12 e espaço simples. Nele deve conter o seguinte conteúdo: a questão de pesquisa, os objetivos da pesquisa, a abordagem da pesquisa, os autores que sustentam a análise de dados e a indicação parcial dos resultados. De um modo geral os resumos contém de 250 a 300 palavras, mas depende muito das normas do evento ou da revista que vai receber o trabalho. A seguir escolha três palavras-chave que identifiquem o conteúdo do seu trabalho. Escreva-as com letra maiúscula cada uma delas e separe-as com ponto final.

Palavras-chave: Introdução. Desenvolvimento. Considerações.

Introdução
Agora começa o corpo do artigo. O artigo é dividido em três grandes etapas: a introdução, o desenvolvimento e as considerações. Em todo este corpo deverá sempre escrever com letra 12 e espaço 1,5. Os subtítulos – introdução, desenvolvimento e considerações finais sempre devem estar em negrito com tamanho 12 e escritos normalmente, como está no modelo.
Na introdução comece situando como o trabalho nasceu, com bases em que, a partir da curiosidade do pesquisador mobilizada por qual situação. Contextualize a questão e situe o leitor sobre o que ele encontrará no texto. Situe a pergunta norteadora, as subperguntas, os objetivos. Justifique a relevância do seu trabalho. Faça revisão bibliográfica que sustente o artigo. O artigo deve conter de 7 a 12 páginas.

Desenvolvimento
            Nesta etapa conte sobre a metodologia que utilizou para o desenvolvimento de sua pesquisa. Situe a abordagem, as técnicas de coleta de informações, etc. Conte sobre os dados obtidos e analise-os sob o enfoque das referências já apontadas na revisão bibliográfica.
            Ao explicar as informações obtidas é necessário relacionar com as fontes que sustentam o trabalho. Não deixe somente os dados, utilize-se dos autores também a fim de que a análise não fique rasa.

Considerações finais
            Nas considerações finais retome seus objetivos e analise-os se atingiu o que desejava, se sim, como conseguiu, se parcialmente, por que e assim por diante. Ao analisar cada etapa da pesquisa fará uma amarração com o que já fez e isto é muito importante porque denota a análise crítica do pesquisador.
            Ao encerrar as considerações traga novas perguntas ao trabalho, indique o que conseguiu  compreender com esta pesquisa e as novas pesquisas que você vê surgir a partir deste trabalho.

Referências
Siga as normas da ABNT.




[1] Graduado em XXXX pela XXXX. E-mail:
[2] Doutora em Educação pela PUCPR. Professora Adjunta do Departamento de Educação - DEPED – UTFPR-CT. E-mail: bacila@utfpr.edu.br

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Século XIX e a Educação Nacional

Século XIX e a Educação Nacional
Por: Maria Silvia Bacila Winkeler
Base na obra de:
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação e da Pedagogia: Geral e Brasil. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2006.

No século XVIII a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL começou a alterar a fisionomia do mundo do trabalho e no século XIX esses impactos são percebidos.
As novas máquinas modificaram profundamente as relações de trabalho trazendo a população do campo para a cidade.
O século XIX representou o período da consolidação do poder dos burgueses, que até então tinham sido os opositores ao regime aristocrático e feudal.
O contraste entre a riqueza e a pobreza era CRUEL nesse século em que a jornada de trabalho se estendia de 14 a 16 horas, inclusive mão de obra infantil e feminina.
Na onda do nacionalismo do século XIX, a Europa presenciou a unificação da Alemanha e da Itália, ambas em 1870. Na América, as colônias espanholas e portuguesas tornaram-se independentes.
EDUCAÇÃO – CARACTERÍSTICAS GERAIS
Enquanto o Estado se esforçava para oferecer escola gratuita para todos os ricos ainda procuravam escolas tradicionais religiosas.
Apesar da crítica dos religiosos à educação laica, lentamente os governos conseguiram intervir,  inclusive nas escolas particulares por meio da legislação.
Deu-se uma grande expansão da rede escolar (escola elementar, secundária e superior) e surge a pré-escola.
Na escola secundária manteve-se o dualismo curricular.
No ensino superior surgem as escolas politécnicas para atender às necessidades do avanço tecnológico.
Duas fortes influências:
- Froebel – jardins de infância;
- Pestalozzi – com a educação humanista e erudita na escola elementar.
FRANÇA
Desde a Revolução de 1789 os franceses defendiam a educação pública e gratuita.
No começo do século XIX Napoleão voltou seus interesses ao ensino superior deixando o ensino elementar a cargo das ordens religiosas SEM a GRATUIDADE tão defendida.
Após a queda de Napoleão (18 de junho de 1815) , quando foram reestabelecidas as relações com a Inglaterra,  os franceses aproveitaram-se das técnicas do ENSINO MÚTUO.
ANDREW BELL e JOSEPH LANCASTER
Entre 1815 e 1820 – abriram mil escolas com mais de 150 mil alunos. O projeto extinguiu-se em 1870.
INGLATERRA
Devido à tradição do Estado, a educação continuou como função da sociedade civil, subvencionada por igrejas ou fundações particulares.
A partir de 1830 o governo inglês implantou as public schools – inicialmente frequentadas por crianças mais ricas.
Robert Owen (1771-1858) fundou escolas para os filhos dos trabalhadores.
Ensino Mútuo.

MUDANÇA DA CORTE PARA O BRASIL
Com a vinda de D. João VI o Brasil passou por mudanças consideráveis: instalação da imprensa, museu, biblioteca e academias.
Na Assembleia Constituinte de 1823 – discussões sobre a educação voaram alto demais. Motivados pelos ideais da revolução francesa,  os deputados aspiravam um SISTEMA NACIONAL DE INSTRUÇÃO PÚBLICA.
Em 1827 finalmente foi instituída a LEI  “A ÚNICA QUE EM MAIS DE UM SÉCULO SE PROMULGOU SOBRE O ASSUNTO PARA TODO O PAÍS E QUE DETERMINA A CRIAÇÃO DE ESCOLAS DE PRIMEIRAS LETRAS EM TODAS AS CIDADES, VILAS E LUGAREJOS...”
Considerado ambicioso demais foi engavetado e esquecido antes de ser aprovado.
Na Constituição de 1824 havia menção para a criação de um sistema nacional de educação, mas não foi contemplado em 1827.
Elite educava seus filhos em casa com preceptores.
1867 – apenas 10% da população estava matriculada nas escolas.
Ensino Mútuo - desde 1819.
Reforma de 1834 – descentralizou o ensino elementar e secundário. Poder central somente o superior.
Apenas após a PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA (1889)  –  são instituídos os GRUPOS ESCOLARES.
MÉTODO INTUITIVO - MERIE PAPE CARPENTIER  (1815 – 1878) – sentidos são a porta do conhecimento.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

GESTÃO EDUCACIONAL: UMA MUDANÇA PARADIGMÁTICA

GESTÃO EDUCACIONAL

Por: Maria Sílvia Bacila Winkeler


Base: Lück, Heloísa. Gestão educacional. Petrópolis: Vozes, 2011.

§  Para Lück (2011) houve uma mudança paradigmática, sobretudo a parir da década de 1990.
§  É um conceito que foi reconhecido como base para a organização dos processos educacionais e mobilização das pessoas voltadas para o desenvolvimento e melhoria da qualidade do ensino que se oferece.
§  Condição:
§  Que os gestores preparem-se para o exercício de seu papel:
ú  Aproveitando a EXPERIÊNCIA para construir conhecimentos sobre sua prática;
ú  Contribuindo para a melhoria do trabalho dos demais gestores.
§  O conceito de GESTÃO - Para Lück (2011, p. 34),
“O conceito de gestão resulta de um novo entendimento a respeito da condução dos destinos das organizações, que leva em consideração o todo em relação com as suas partes e destas entre si”.
§  Com essa perspectiva, a mudança de paradigma na gestão estabelece uma alteração do enfoque de administração para o de gestão.
Promovendo:
§  Mobilização, organização e articulação do desempenho humano e promoção de uma sinergia coletiva.
§  Conceito de GESTÃO EDUCACIONAL para Lück (2011, p. 35-36)
“Gestão educacional corresponde ao processo de gerir a dinâmica do sistema de ensino como um todo e de coordenação das escolas em específico, afinado com as diretrizes e políticas educacionais públicas, para implementação das políticas educacionais e projetos pedagógicos das escolas, compromissado com os princípios da democracia e com os métodos que organizem e criem condições para um ambiente educacional autônomo, de participação e compartilhamento, autocontrole e transparência”.
§  Lück (2011) aponta para 6 aspectos gerais dessa transformação.
1. Da ótica fragmentada para a ótica organizada pela visão de conjunto
§  A fragmentação tem produzido a geração de unidades de ação artificialmente  independentes e autônomas que atuam isoladamente.
§  Considerando Morin (1987),
§  A realidade é unitária e sistêmica, constituída pelas contínuas e dinâmicas inter-relações entre componentes e indivíduos, os elementos, e os acontecimentos, as ações e as dimensões de uma mesma realidade se tornam componentes de um conjunto, pelo seu processo inter-relacional, formando uma reciprocidade circular entre eles.
2. Da delimitação de responsabilidade para sua expansão
§  Uma das tendências é jogar a responsabilidade sobre os outros.
§  Família, alunos, sistema...
§  Senge (1992, p. 29) sugere:
§  “Quando os membros de uma organização concentram-se apenas em sua função, eles não se sentem responsáveis pelos resultados quando todas as funções atuam em conjunto”.
3. Da centralização da autoridade para a descentralização
§  Modelo de administração que preconiza o distanciamento entre os que formulam políticas e programas e os que executam.
4. Da ação episódica por eventos para o processo dinâmico, contínuo e global.
§  Realização de ações episódicas revela falta de visão de conjunto.
§  Amir Klink  (1993):  “Pense grande e aja no pequeno”.
5. Da burocratização e da hierarquização para a coordenação e horizontalização
§  Burocratização – passa a ser considerada um valor em si mesma.
§  Função acima da ação.
6. Da ação individual para a coletiva
§  “O processo educacional se assenta sobre o relacionamento de pessoas orientado por uma concepção de ação conjunta e interativa” (LÜCK, 2011, p. 98).
§  O que existe é uma DINÂMICA INTERATIVA entre ambas, por vezes marcadas por TENSÕES.
§  “Pode-se afirmar que ambas estão certas e são úteis na perspectiva apropriada (FERGUSON, 1993).
§  Mudança de PARADIGMA de ADM para GESTÃO.
§  Concluindo
§  Na mudança paradigmática, o que ocorre não é uma substituição de um enfoque por outro, pois  na medida em que isso seja feito,  nega-se uma dimensão da realidade, mesmo que limitada, por outra que, pelo enfoque da substituição, se torna igualmente limitada.
§  A gestão, em vista disso, se assenta sobre bons procedimentos de administração bem resolvidos e os supera mediante ações de sentido mais amplo.


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

POLÍTICAS EDUCACIONAIS, LEGISLAÇÕES E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DA ATIVIDADE ESCOLAR A PARTIR DA DÉCADA DE 60_Maria Sílvia Bacila Winkeler

POLÍTICAS EDUCACIONAIS, LEGISLAÇÕES E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DA ATIVIDADE ESCOLAR A PARTIR DA DÉCADA DE 60
Maria Sílvia Bacila Winkeler
A Política Educacional constitui-se em uma das Políticas Públicas Sociais do país.
Essa Política é de responsabilidade do Estado, com base em organismos políticos e entidades da sociedade civil, na qual se estabelece um processo de tomada de decisões que resultam nas normatizações do país, nossa Legislação.
Faz-se presente por meio da Legislação Educacional. Historicamente, o Brasil contou com poucas iniciativas em termos de Políticas Educacionais, tendo um grande marco o Manifesto dos Pioneiros, em 1932, movimento da Escola Nova, contendo 27 educadores, sendo os mais expressivos Anísio Teixeira, Lourenço Filho, dentre outros.

A partir de 60:
  • Com o governo João Goulart, surge a 1ª legislação relacionada à educação:
LEI 4024/61
  • Foi publicada em 20 de dezembro de 1961,  quase trinta anos após ser prevista pela Constituição de 1934.  
  • O primeiro projeto de lei foi encaminhado pelo poder executivo ao legislativo em 1948, foram necessários 13 anos de debate até o texto final.
O que diz a lei para a ORGANIZAÇÃO ESCOLAR?

  • Art. 30: Obrigatoriedade de matrícula nos quatro anos do ensino primário;

  • Art. 10: mais autonomia aos órgãos estaduais, diminuindo a centralização do poder no MEC;
·         Art. 8 e 9: Regulamenta a existência dos Conselhos Estaduais de Educação e do Conselho Federal de Educação.

SEGUNDO SAVIANI (2010, p. 305),

“Na vigência da lei, a primeira providência tomada foi a instalação do Conselho Federal de Educação (CFE), o que ocorreu em fevereiro de 1962. Para a composição do órgão, contou-se com a ‘clarividência de Anísio Teixeira’, conforme depoimento de Newton Sucupira”.

INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO
Art. 92: Garante o empenho de 12% do orçamento da União e 20% dos municípios com a educação.
SAVIANI (2010, P. 305) CONTA,
“Também foi Anísio quem cuidou, ainda em 1962, da elaboração do Plano Nacional de Educação previsto no parágrafo 2º do artigo 92 da LDB. [...] Pelo mencionado artigo 92, a LDB elevou para 12% a obrigação mínima dos recursos federais para o ensino, que a Constituição de 1946 havia fixado em 10%, mantendo em 20% a obrigação de estados e Distrito Federal. “Determinou, ainda, pelo parágrafo 1º desse mesmo artigo que, com nove décimos dos recursos federais, deviam ser constituídos, com parcelas iguais, três fundos,um para o ensino primário,outro para o ensino médio e o terceiro para o ensino superior. E, no parágrafo 2º, atribuiu ao CFE a tarefa de elaborar o Plano de Educação referente aos três fundos”.

E QUANTO À FORMAÇÃO DE PROFESSORES?
Art. 54. As escolas normais, de grau ginasial expedirão o diploma de regente de ensino primário, e, as de grau colegial, o de professor primário.
Art. 55. Os institutos de educação além dos cursos de grau médio referidos no artigo 53, ministrarão cursos de especialização, de administradores escolares e de aperfeiçoamento, abertos aos graduados.
Art. 57. A formação de professores, orientadores e supervisores para as escolas rurais primárias poderá ser feita em estabelecimentos que lhes prescrevem a integração no meio.
Art. 59. A formação de professores para o ensino médio será feita nas faculdades de filosofia, ciências e letras e a de professores de disciplinas específicas de ensino médio técnico em cursos especiais de educação técnica.
ALUNOS COM DEFICIÊNCIA

Art. 88. A educação de excepcionais, deve, no que for possível, enquadrar-se no sistema geral de educação, a fim de integrá-los na comunidade.
Art. 89. Toda iniciativa privada considerada eficiente pelos conselhos estaduais de educação, e relativa à educação de excepcionais, receberá dos poderes públicos tratamento especial mediante bolsas de estudo, empréstimos e subvenções.

NA MARCHA DA HISTÓRIA
Tendo como pano de fundo os princípios da racionalidade técnica, eficiência e produtividade, em 1969:
Decreto 464, de 11 de fev. entra em vigor a reforma universitária instruída pela lei 5540 de 28 de nov. de 1968. Neste dia 11 de fev. foi aprovado o Parecer CFE n.77/69 que regulamentou a implantação da pós-graduação.

AINDA EM 1969:

Deu-se a aprovação do Parecer CFE n. 252, que introduziu as habilitações técnicas no curso de Pedagogia.

SAVIANI (2010, P. 365) RESSALTA,

Nessa tendência produtivista:
“Máximo resultado com o mínimo dispêndio” e “não duplicação de meios para fins idênticos”.

EM 11 DE AGOSTO DE 1971:

Foi aprovada a lei 5692/71, durante o regime militar pelo presidente Emílio Garrastazu Médici.

COM A 5692/71, SEGUNDO SAVIANI (2010):

“... Buscou-se estender essa tendência produtivista a todas as escolas do país, por meio da pedagogia tecnicista, convertida em pedagogia oficial. Já a partir da metade dos anos de 1970, adentrando pelos anos de 1980, essa orientação esteve na mira das tendências críticas, mas manteve-se como política educacional”.

A  5692/71

Art. 4: Prevê um núcleo comum para o currículo de 1º e 2º graus e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais.

Art. 7: Inclui a educação moral e cívica, educação física, educação artística e programas de saúde como matérias obrigatórias do currículo. Mantém o ensino religioso facultativo.

Art. 8: organização do currículo por série e disciplina.

INVESTIMENTO

Art. 59: Os municípios devem gastar 20% de seu orçamento com educação, não prevê dotação orçamentária para a União ou os estados.

ALUNOS COM DEFICIÊNCIA
Art. 9º Os alunos que apresentem deficiências físicas ou mentais, os que se encontrem em atraso considerável quanto à idade regular de matrícula e os superdotados deverão receber tratamento especial, de acordo com as normas fixadas pelos competentes Conselhos de Educação.

OBRIGATORIEDADE

Art. 17. O ensino de 1º grau destina-se à formação da criança e do pré-adolescente, variando em conteúdo e métodos segundo as fases de desenvolvimento dos alunos.
Art. 18. O ensino de 1º grau terá a duração de oito anos letivos e compreenderá, anualmente, pelo menos 720 horas de atividades.

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES?

Art. 29. A formação de professores e especialistas para o ensino de 1º e 2º graus será feita em níveis que se elevem progressivamente, ajustando-se as diferenças culturais de cada região do País, e com orientação que atenda aos objetivos específicos de cada grau, às características das disciplinas, áreas de estudo ou atividades e às fases de desenvolvimento dos educandos.

Art. 30. Exigir-se-á como formação mínima para o exercício do magistério:
a) no ensino de 1º grau, da 1ª à 4ª séries, habilitação específica de 2º grau;
b) no ensino de 1º grau, da 1ª à 8ª séries, habilitação específica de grau superior, ao nível de graduação, representada por licenciatura de 1o grau, obtida em curso de curta duração;
c) em todo o ensino de 1º e 2º graus, habilitação específica obtida em curso superior de graduação correspondente a licenciatura plena.
§ 1º Os professores a que se refere a letra "a" poderão lecionar na 5ª e 6ª séries do ensino de 1º grau se a sua habilitação houver sido obtida em quatro séries ou, quando em três, mediante estudos adicionais correspondentes a um ano letivo que incluirão, quando for o caso, formação pedagógica.

COMENTA SAVIANI (2010, P. 365)

“Embora flexibilizada, permaneceu nessa posição mesmo na Nova República, que decorreu da abertura ‘lenta, gradual e segura’. Na década de 1990, já refuncionalizada, a visão produtivista, suplantando a ênfase na qualidade social da educação que marcou os projetos de Lei de Diretrizes e Bases da Educação na Câmara Federal, constituiu-se na referência para o Projeto Darcy Ribeiro”
NA MARCHA DA HISTÓRIA...
Após a divulgação das ideias da Conferência Mundial sobre Educação para Todos, em Jomtiem, 1990, explicita-se a necessidade de um projeto político pedagógico para nortear a educação de qualidade, da qual o País muito carecia / carece.

EM 20 DE DEZEMBRO DE 1996:

Foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro da educação Paulo Renato Souza a atual LDB - Lei 9394/96.

Baseada no princípio do direito universal à educação para todos, a LDB de 1996 trouxe diversas mudanças em relação às leis anteriores, como a inclusão da educação infantil (creche e pré-escola) como primeira etapa da educação básica.

“O texto aprovado em 1996 é resultado de um longo embate, que durou cerca de seis anos, entre duas propostas distintas. A primeira conhecida como Projeto Jorge Hage foi o resultado de uma série de debates abertos com a sociedade, organizados pelo Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública, sendo apresentado na Câmara dos Deputados. A segunda proposta foi elaborada pelos senadores Darcy Ribeiro, Marco Maciel e Mauricio Correa em articulação com o poder executivo [por meio] do MEC”.

OBRIGATORIEDADE
Educação Básica: responsabilidades com:
Educação Infantil (creche e pré-escola) - prioridade dos municípios;
Ensino Fundamental  (pelo menos 9 anos) - prioridade dos municípios com a colaboração do Estado
-> Modificado pela Lei Federal n.º 11.274/06
Ensino Médio  - prioridade dos Estados

RESPIRANDO DEMOCRACIA
PPP(s)

QUANTO À AUTONOMIA, VEIGA (2003) ESCLARECE,

Que há um estreito vínculo entre o projeto político-pedagógico e a autonomia e, por meio dela, é que a instituição vai delinear sua identidade institucional. Considera que a autonomia representa a substância de uma nova organização no trabalho pedagógico, anula a dependência e assegura a definição de critérios para a vida escolar e acadêmica.

ANTUNES, (2002, P. 131)
Por conseguinte, a democracia escolar só se tornará efetiva a partir de um processo de gestão democrática, entendida “como uma das formas de superação do caráter centralizador, hierárquico e autoritário que a escola vem assumindo ao longo dos anos cujo objetivo maior é garantir a participação e a autonomia das escolas.”

Democracia implica, ainda, co-responsabilizar com os compromissos assumidos e, por isso, cabe-nos fiscalizar, acompanhar e avaliar as ações dos governantes, como também dos compromissos assumidos coletivamente.

EDUCAÇÃO ESPECIAL

Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.
Artigo regulamentado pelo Decreto no 3.276, de 6-12-1999.

REFERÊNCIAS:



ANTUNES, A. (2002): “Aceita um conselho? – como organizar o Colegiado Escolar”, in: Guia da Escola Cidadã, vol. 8. São Paulo: Cortez/Instituto Paulo Freire.


SAVIANI, Dermeval. As concepções pedagógicas na história da educação brasileira. http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_036.html. Acesso 20 maio 2010

VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Inovações e projeto político-pedagógico: uma relação regulatória ou emancipatória? Cadernos Cedes, Campinas, v. 23, n. 61, p. 267-281, dezembro 2003. Disponível em: <http://www.cedes.unicamp.br>. Acesso em: 2 nov. 2011.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM EM MATEMÁTICA: ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA PSICOPEDAGOGIA

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM EM MATEMÁTICA: ASPECTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA PSICOPEDAGOGIA_http://sbem.esquiro.kinghost.net/anais/XIENEM/pdf/182_2084_ID.pdf

Sugiro a leitura do referido texto.

http://sbem.esquiro.kinghost.net/anais/XIENEM/pdf/182_2084_ID.pdf

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Orientações gerais para a elaboração de Monografia

Orientações gerais para a elaboração de Monografia

  1. Introdução
A introdução deve contextualizar o problema de pesquisa, ou seja, contar como você, pesquisador, chegou à questão norteadora da sua investigação. Em seguida, esclareça quais são seus objetivos, quais autores sustentaram sua fundamentação teórica, qual metodologia utilizou (deixando clara a abordagem e o procedimento), neste caso, a abordagem pode ser qualitativa e o procedimento uma pesquisa participante, enfim, há múltiplas possibilidades. É necessário também especificar um autor que sustentou a abordagem de sua pesquisa. Cite quais instrumentos de coleta de informações foram utilizados. Na elaboração deste texto dois critérios devem ser lembrados: 1. tudo é escrito no passado, pois trata-se de um relatório de pesquisa e não mais de um projeto, e; 2. à medida em que você contextualiza o problema e justifica a necessidade da pesquisa pode inserir autores, diferentemente do resumo, que contém a maioria dos dados aqui anunciados, porém de maneira enxuta. Ao final da introdução escreva o que o leitor encontrará nos próximos capítulos e seu encadeamento, ou seja, é o momento em que você mostrará sua capacidade de ler o todo do seu trabalho.

  1. Capítulo 1
Neste capítulo mencione tópicos que são importantes para sua fundamentação teória, inclusive o capítulo pode e deve ter um nome apropriado. Após o título do capítulo, elabore pelo menos 3 subtítulos que esclareçam por quais caminhos percorreu para sustentar teoricamente sua pesquisa.

  1. Capítulo 2
Este é o capítulo dedicado à sua metodologia de pesquisa. Aqui descreverá como foi que desenvolveu a pesquisa, qual procedimento sustentou o processo de investigação e quais instrumentos de coleta de informações utilizou. Após esta apresentação, descreverá minuciosamente as informações coletadas. Ao terminar a descrição das informações faça a relação dessas com a teoria, aí sim chegará ao processo de análie de dados e/ou informações. É o passo a mais que se requer em uma monografia: ir além de uma descrição de informações. O nome deste capítulo pode ser Metodologia da pesquisa.

  1. Considerações Finais
Além dos parágrafos iniciais que são decorrentes da análise do pesquisador, retome seus objetivos e analise se foram ou não atingidos, por que o processo ocorreu, quais fatores contribuíram para chegar aos resultados obtidos. Olhe para os resultados e faça novas perguntas. Que outros trabalhos decorrem da pesquisa que você elaborou, afinal, você põe um ponto final nesta pesquisa, entretanto, novos olhares são sempre bem-vindos.

     Referências

Utilize as normas da ABNT